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Comércio : RIACHUELO MUDA MODELO DE ABASTECIMENTO
Enviado por sindivest em 07/03/2007 14:45:29 (4146 leituras)

Riachuelo muda modelo de abastecimento

Como parte do projeto, a rede de lojas comprou um sistema aéreo de transporte de mercadorias para o CD de Guarulhos



A Riachuelo, a segunda maior cadeia varejista de roupas do Brasil controlada pela Guararapes (por sua vez, uma das maiores confecções de roupas do país), segue para uma nova etapa do conceito fastfashion, com a implantação de um modelo de abastecimento que vai mudar o modo de trabalhar da empresa na área de vestuário. A operação começa pelo centro de distribuição da empresa em Guarulhos, na Grande São Paulo, e vai envolver 13 lojas e 25 fornecedores. O investimento faz parte do plano estratégico do grupo de dobrar o tamanho da rede de lojas em dez anos.

Hoje, são 88 lojas distribuídas em 23 estados mais o Distrito Federal. A compra do sistema Transportador Aéreo Formove M101, fornecido pela Linx Logística, está entre as providências. O equipamento chega no mês que vem e a estimativa é que entre em operação por volta de junho, explica Jorge Pires Fernandes, gerente de logística da Riachuelo.

No Brasil, outras grandes cadeias varejistas do vestuário usam o sistema Formove, como a Renner, a Lojas Marisa e a Casas Pernambucanas, conta Daniel Mayo, diretor da Linx Logística, empresa que desde 1999 representa no Brasil as soluções da Mostoles, braço de tecnologia do grupo espanhol El Corte Inglês - entre as quais a família Formove.


Modelo tradicional

No modelo atual, os centros de distribuição (CD) da Riachuelo despacham para as lojas tudo o que recebem. "Assim, se eu recebo mil calças, por exemplo, despacho as mil para as lojas. Como não tenho transferência de mercadorias entre lojas, se um item vendeu numa e não vendeu na outra, fico com o estoque desequilibrado. A solução é usar de descontos para liquidar o produto que sobrou", explica Fernandes.


Para atender a essa dinâmica, os armazéns foram adaptados para abrigar boxes, que são unidades de processamento destinadas a cada unidade atendida pelos CDs. Ou seja, cada loja tem um box exclusivo dentro do centro de distribuição para receber e preparar as mercadorias que serão transportadas até o ponto-de-venda.

Na parte de vestuário, as mercadorias chegam em caixas de papelão, separadas em packs de 12 peças, dobradas e embaladas em saco plástico individual. Em linhas gerais, os funcionários abrem as caixas e distribuem os packs para os boxes. Nessas áreas, o pessoal abre o pack, cola a etiqueta de preço em cada peça, põe no cabide, pendura no aparelho e a mercadoria está pronta para ser despachada para as lojas, resume o gerente.


Nova fase


A partir de junho, o CD de Guarulhos, que dispõe de 86 mil metros quadrados para atender a 67 das lojas da rede, começa a implantar o sistema M101 para 13 lojas. Todo o restante continua no modelo atual. E por um bom tempo, os dois modos de operação vão conviver nesse centro de distribuição.

Com o novo sistema, a empresa vai receber as mesmas mil calças do exemplo acima e pode decidir enviar apenas metade delas para as lojas. "A outra metade deixo estocada no equipamento, com o sistema gerenciando. As peças ficarão armazenadas de tal maneira que consigo distribuir de forma rápida em caso de reposição", observa Fernandes. O CD passa a só enviar reposição para as lojas que estão vendendo. "Com isso, otimizo melhor o estoque, reduzo o nível de markdown e rentabilizo mais e melhor o estoque", garante o executivo.

A mudança exige também adaptação por parte dos fornecedores na hora de entregar a mercadoria. Por isso, para a fase inicial, a Riachuelo selecionou um grupo de 25 de um total de 750 fornecedores ativos (a maior parte de vestuário). O processo de etiquetar e pôr as peças no cabide passa a ser responsabilidade do fornecedor. "Assim, quando a mercadoria chegar, basta colocar no transportador, que são as barras aéreas usadas para movimentação da mercadoria (veja foto abaixo), determinando se vai para a área de estocagem ou de distribuição para as lojas. Com isso, elimino toda a parte de processamento das mercadorias no CD", aponta Fernandes. A gestão da movimentação é feita pelo software ao qual o transportador está associado.



Para as 13 lojas do projeto, a Riachuelo vai liquidar o conceito de box. A rede conta com mais um CD de 55 mil metros quadrados, localizado em Natal (RN), para abastecer outras 27 unidades. O projeto envolvendo o sistema Formove não tem um cronograma fixo definido. "O avanço será feito de acordo com os resultados que apurarmos", conclui Fernandes.

Fonte: GBL Jeans

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