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13/09/2017
Indústria da região sul do Estado confecciona roupas feitas especialmente para ciclistas

Roupas que não molham, camisas que previnem odores e minimizam o esforço de atletas, malhas confeccionadas sob medida, de acordo com as condições climáticas do ambiente onde será utilizada. Tudo isso existe e está disponível no mercado a preços acessíveis, além de ser fabricado logo ali, no município de Dourados, município a 230 quilômetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

 

Tendência mundial, o uso dos chamados “tecidos inteligentes”, que interagem com o corpo ou reagem ante a variação de estímulos externos, como luz e calor, tomaram conta da indústria têxtil mundial. Mas a grande sacada do empresário Gilson Kleber Lomba, proprietário da douradense Yvu Sports, foi agregar valor à marca com o chamariz do turismo de aventura no Pantanal.

 

“A região atrai grupos de ciclistas e atletas do mundo todo, em busca de trilhas e aventura”, conta o empresário, que há 22 anos atua no segmento do vestuário e há 4 criou a Yvu. “É um nicho de mercado promissor e exigente, por isso também passamos a desenvolver roupas personalizadas, conforme a necessidade do cliente, incluindo a possibilidade de escolha de matéria prima e recortes estratégicos”, afirma Gilson Lomba.

 

Isso significa que se o ciclista vai pedalar na região de Corumbá, por exemplo, a roupa é desenvolvida de forma a proporcionar conforto térmico, quase se igualando à temperatura da própria pele, o que minimiza o esforço do atleta que precisa poupar o gasto de energia com o controle de sua temperatura interna.

 

Outra inovação, acrescenta o empresário, é a apresentação do layout da peça em 3D, o que dá uma melhor perspectiva ao cliente, que saberá como ficará seu uniforme ao vestir, diferente do que se vê quando a arte é planificada.

 

“É para os que praticam atividades físicas que as roupas fabricadas com tecidos inteligentes têm maior apelo, já que oferecem as maiores vantagens. Até o mau cheiro do suor tem jeito. Nesse caso, outro tipo de tratamento feito na fibra têxtil é que evita a proliferação de bactérias. Os tecidos de maior potencial que trabalhamos hoje é o Emana, nos shorts e calças, e o Leggerissimo da Santa Constância em base layer”, conta.

 

Indústria 4.0

 

Para o empresário, que também é vice-presidente do Sindivesul (Sindicato das Empresas do Vestuário Industrial da Região Sul do Estado de Mato Grosso do Sul), os tecidos inteligentes fazem parte da próxima etapa da revolução têxtil. “Os tecidos passarão a ser, de fato, inteligentes. Está em curso a incorporação eletrônicos às roupas para tornar viável a chamada ‘wearable tech’ (tecnologia vestível), seja para efeitos estéticos, como criar roupas que mudam de cor ou estampa, ou funcionais, como camisetas que medem batimentos cardíacos”, afirma.

 

A empresa teve apoio em consultoria do sistema Fiems/Senai, Sebrae e Cetiqt.

 

 

Serviço - O e-commerce da marca, que venderá os produtos genuinamente sul-mato-grossenses

para o mundo todo, já está no ar. Basta acessar o site www.yvu.com.br