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20/04/2018
Em 10 anos, PQF movimenta mais de R$ 816 milhões em volume de negócios no Estado

Criado para qualificar e fortalecer empresas locais dentro de requisitos básicos de fornecimento às indústrias e aos órgãos públicos, o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores), que é desenvolvido pelo IEL em parceria com Sebrae/MS, prefeituras de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas e as empresas-âncoras Fibria, Bemis e Sitrel, completa dez anos em Mato Grosso do Sul com números expressivos: R$ 816,3 milhões em volume de negócios, levando-se em conta as relações comerciais entre âncoras e fornecedoras. 

Além da cifra quase bilionária em negócios gerados, o Programa contabiliza também 300 empresas fornecedoras, 551 pessoas capacitadas em seminários e treinamentos, 25 mil horas de consultorias junto às empresas, 8,3 mil horas de diagnósticos, avaliações e auditorias, 340 pessoas formadas como auditoras da norma ISSO 9001, e 226 empresas fornecedoras certificadas, sendo 65 na metodologia básica e 171 na metodologia avançada.

Na noite de ontem (18/04), durante cerimônia realizada no Auditório José Paulo Rímoli, no Novo Sesi de Três Lagoas, para comemorar a data, mais 91 empresas que passaram pelo programa nos municípios de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas foram certificadas. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o PQF é um programa inovador, que veio para mudar as relações das empresas com clientes tanto de outras empresas quanto o consumidor final. 

“É um trabalho que mudou o cenário do município e contribui para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas, que passam a ter condições de fornecer e oferecer seus produtos para grandes empresas como a Fibria, Bemis e Sitrel”, declarou Sérgio Longen, parabenizando o superintendente do IEL, José Fernando Amaral, pela condução do Programa. 

“Colocamos como meta a estadualização do PQF, que começou há dez anos em Três Lagoas, e hoje está também na Capital do Estado, em Ribas do Rio Pardo e chegará a outros municípios, porque não há barreiras”, acrescentou o superintendente do IEL, José Fernando Amaral, comemorando os números expressivos do PQF.

Ele ressalta que, ao longo desses dez anos, além da Fibria, Bemis e Sitrel, também já foram empresas-âncora a International Paper, a Eldorado Brasil e a Petrobras. “A 1ª turma foi aberta em 2008 e encerrada em 2010, a 2ª começou em 2009 e foi concluída em 2011, ambas em Três Lagoas, a 3ª turma iniciou-se em 2017 e finalizada em 2018, em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo”, informou. 

Repercussão

Na avaliação do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o PQF segue uma trajetória ideal em razão de adotar uma metodologia participativa. “Esse envolvimento de diversos entes é fundamental. A Fiems, por meio do IEL, as prefeituras e empresas-âncora trabalham juntas para levar às empresas destes municípios por um caminho de conhecimento e expertise e que para elas significa um crescimento bastante positivo”, avaliou.

Prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro ressaltou a movimentação econômica proporcionada pelo programa. “O empresário enxergava a magnitude da instalação de empresas como a Fibria e a Eldorado na nossa cidade, mas se perguntavam como poderiam participar daquele processo, o pequeno padeiro queria vender o pão, o dono oficina consertar peças e hoje isso já é possível”, contou o prefeito, que falou em nome dos gestores dos municípios participantes.

O superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, destacou a importância do PQF para o micro e pequeno empresário. “O diferencial do programa é que ele inclui o pequeno, que passa a estar preparado para fornecer não somente à grande empresa, mas também o cliente final, que volta sempre que é bem atendido, gerando toda uma cadeia de bons negócios”, pontuou, reforçando que o Sebrae subsidia, por meio do programa Sebraetec, a maior parte das consultorias e dos custos do PQF e realizou investimentos de R$ 4,1 milhões nos últimos dez anos, garantindo a capacitação das micro e pequenas empresas fornecedoras.

Âncoras

O gerente-geral industrial da Fibria, Maurício Miranda, salientou que o PQF permitiu à empresa cumprir uma de suas premissas, a de valorizar e mobilizar a economia local. “Até porque para qualquer empresa alcançar cada vez mais competitividade é fundamental ter agilidade nas entregas, facilidades logísticas, e um bom relacionamento com a comunidade local”, pontuou.

Para o diretor de operações da Bemis, Manoel Padula, o programa contribui para o desenvolvimento e também para a competitividade. “Esse programa não é importante só para prestar serviço para as empresas âncoras, ele prepara as empresas para o mercado como um todo e até internacionalmente. A cada ano o número de fornecedores locais aumenta, e esses serviços prestados contribuem para geração de emprego e geração de renda, o desenvolvimento da cidade como um todo”, analisou.

O novo coordenador do Comitê Gestor do PQF, Luís Carlos Felippe, que é coordenador de suprimentos da Fibria, destacou o avanço das empresas nesses últimos dez anos. “É importante salientar que não criamos empresas dependentes das âncoras, nosso objetivo é torna-las capazes de fornecer para todos”.    

Fornecedores

Na avaliação de Jozeane Zanella Cassol, sócia-proprietária do Cadi (Centro Avançado de Diagnósticos e Imagens), o programa permitiu o avanço da empresa no domínio do processo de negócio. “O PQF mudou o cenário da empresa, principalmente, na documentação e controle e isso contribui para o nosso desenvolvimento”, comentou.  

Para Ruy Luiz Faco Filho, da Floricultura Primavera, o PQF contribuiu para que a empresa, até então familiar, crescesse. "Por meio do programa, conseguimos reorganizar a empresa e dar uma nova visão tanto na parte de qualificação como também na questão ambiental", disse. 

Já Sayuri Baez, uma das primeiras empresárias a passar pela qualificação em Três Lagoas, destacou que o PQF contribui para o desenvolvimento das empresas, tornando-as mais competitivas. “Acredito que o programa permitiu maior organização financeira, de manutenção e despesas, além de melhorar a comunicação interna e externa”, afirmou.