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14/08/2017
No encontro Internacional da Moda Brasil debate a chamada “indústria 4.0”

Minifábrica têxtil com o novo modelo de produção já está sendo criada no campus da Senai Cetiqt, no Rio de Janeiro, com previsão de funcionamento em setembro.
 
A Convenção Internacional de Moda, da International Apparel Federation (IAF),  que será realizada de 16 a 18 de outubro pela primeira vez no Brasil, colocará em debate os desafios da indústria para o modelo de manufatura 4.0. Mas o que é a indústria 4.0? Trata-se, segundo estudiosos, da 4ª Revolução Industrial, que será marcada pela integração entre os espaços virtual e físico, as pessoas, os produtos, as máquinas e os softwares.
 
No Brasil, a implantação desse novo modelo de produção na indústria de confecção já está acontecendo no campus da Senai Cetiqt, localizado no bairro do Riachuelo, no Rio de Janeiro. A minifábrica está prevista para entrar em funcionamento no final de setembro e será um dos destaques da convenção da IAF. O engenheiro e professor Robson Marcus Wanka, gerente de Educação do Senai Cetiqt-RJ, é o idealizador do projeto de indústria 4.0 na instituição. Ele faz suas apostas.
“Não há dúvidas de que o modelo 4.0 será o futuro da manufatura industrial, com a participação cada vez maior do consumidor no processo de produção das peças, tendo a conectividade como grande diferencial. Será uma nova etapa para a indústria têxtil e de confecção, e também para o consumidor, de customização e democratização da moda, dentro de um modelo de confecção e consumo bem diferente do que existe hoje”.
 
 
A minifábrica da Senai Cetiqt vai confeccionar alguns tipos de roupa como calças legging, capri e corsário e bermudas, tudo 100% poliéster. Com ajuda da tecnologia, as peças serão personalizadas pelo consumidor, que terá à sua disposição uma seleção de estampas. Essa integração entre a indústria e o consumidor é a novidade nesse modelo.
 
A primeira planta piloto de confecção no sistema 4.0 do Brasil traz todas as etapas desse novo processo de produção de roupas. O sistema começa com um ‘espelho virtual’, onde o cliente escolhe o produto que será fabricado – uma calça legging, por exemplo – e a estampa que deseja. A máquina e um robô – que dá um toque na coxa do cliente – tiram as medidas do indivíduo e calculam até o seu tônus muscular, a fim de adequar a peça ao tipo físico. Depois disso, o cliente informa nome e e-mail em um tablet e dá autorização para iniciar a confecção da roupa.