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01/02/2018
Setor produtivo de MS destaca desafios com fim de contribuição sindical obrigatória, mas projeta cenário otimista para 2018

Há meses fazendo a “lição de casa”, as entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso de Sul discutiram, nesta quarta-feira (31/01), durante a 1ª reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, os desafios a serem enfrentados com o fim da contribuição sindical obrigatória, mas, mesmo assim, projetaram um cenário otimista para 2018.

Na reunião realizada na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande, os presidentes da Fiems, Sérgio Longen, da Fecomércio-MS, Edson Araújo, e da Faems, Alfredo Zamlutti, reforçaram que, apesar de ser considerado atípico diante das eleições e Copa do Mundo, o ano tem tudo para ser positivo, tanto para o comércio, quanto para a indústria. 

Segundo Longen, há meses a Fiems vem se preparando para o fim da contribuição obrigatória, traçando um perfil das indústrias do Estado e conhecendo suas demandas para desenvolver produtos e serviços que atendam às suas necessidades.

“Os sindicatos industriais devem buscar atender seus associados com serviços, afinal, essa é a função deles, e o contribuinte espera isso. Se a empresa recebe um bom serviço de seu sindicato, com certeza ela continuará pagando a contribuição e não a obrigação. Nessa linha, entendo que vamos crescer no Brasil, com sindicatos fortes, tanto laborais, quanto os patronais. A Fiems tem dado suporte no sentido de criar produtos e serviços atrativos para dar suporte à indústria”, destacou o presidente.

Conduzindo a reunião, o presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, afirmou que o real panorama com o fim do imposto será traçado após o fim de fevereiro, já que as entidades empresariais arrecadam a contribuição nos dois primeiros meses do ano. “Nos preparamos para este desafio, mas só vamos saber o cenário real no fim do mês. Temos feito um trabalho junto ao empresário para mostrar as ações que fazemos porque a grande maioria não tem dimensão da nossa atuação para defesa do setor seja no Congresso, na Assembleia Legislativa ou nas câmaras municipais”, elencou, além da prestação de serviços e assessoria jurídica, de qualificação, entre outros. 

Para o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, o caminho das associações e sindicatos é adaptar-se à nova realidade e, mais do que nunca, manter o setor produtivo unido. “Teremos um ano atípico, com as eleições e a Copa do Mundo, e somados ao fim da contribuição obrigatória 2018 será de adaptação. Mas, com a união das federações, Mato Grosso do Sul dará uma resposta à altura e continuará crescendo”, declarou otimista.

Com a reforma trabalhista em vigor desde novembro de 2017, empresários e trabalhadores não são mais obrigados a contribuir com o imposto sindical. As entidades continuam remetendo boletos de cobrança, mas o pagamento passou a ser opcional com a nova legislação. O fim da contribuição sindical é considerado pela Fiems um dos avanços da reforma. “A medida não apenas assegura mais autonomia e poder de decisão dos empresários, como condiciona o sistema sindical a contribuir de fato para a representatividade da classe que representa, além prestar serviços mais adequados aos empresários e trabalhadores”, ressaltou Sérgio Longen.